Ciência-AIA

Ciência & AIA

Conheça a base científica do primeiro teste de inteligência acessível do mundo e descubra como o AIA - Assessment de Inteligência Acessível - está ampliando a compreensão sobre a diversidade da mente humana.

Ícone representando os fundamentos do AIA

Fundamentos do AIA

O AIA foi desenvolvido com base nas teorias de Raymond Bernard Cattell - psicólogo britânico, sobre inteligência fluida e nas contribuições de Jerry Alan Fodor - filósofo e cientista cognitivo, sobre modularidade cognitiva. Seu modelo considera que a inteligência é multifacetada e adaptável, sendo influenciada pela neuroplasticidade (Kolb & Gibb, 2011) e pela diversidade sensorial (Pascual-Leone et al., 2005).

Estrutura Científica do AIA

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Base Teórica

Integra modelos clássicos e contemporâneos de inteligência fluida, processamento visual e raciocínio analógico.

Ícone representando validação

Validação

Acurácia psicométrica confirmada em análises fatoriais e confiabilidade (α > 0.80) com amostras diversas.

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Acessibilidade Universal

Compatível com leitores de tela, estímulos auditivos e visuais ajustáveis e navegação por teclado.

Dados que Expandem a Compreensão da Inteligência Humana

Cada aplicação do AIA gera dados sobre processos cognitivos reais, permitindo investigar como diferentes perfis sensoriais e funcionais expressam o raciocínio humano. Esses dados estão contribuindo para um novo campo de estudo: a inteligência em contextos de diversidade.

O banco de dados do AIA oferece métricas inéditas sobre padrões de raciocínio, atenção e flexibilidade cognitiva entre pessoas com e sem deficiência.

Esses dados reforçam que a inteligência humana é plural — revelando trajetórias cognitivas distintas, igualmente válidas e produtivas.

Critérios para Aplicação do AIA

Critérios de Inclusão e Exclusão

O AIA foi projetado para garantir acessibilidade máxima, mas existem contextos funcionais que podem comprometer a validade da avaliação cognitiva. Abaixo estão os principais fatores de inclusão e exclusão com suas referências na CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade):

Critérios de Inclusão

  • Indivíduos com 16 anos ou mais, independentemente de terem ou não alguma deficiência.
  • É adequado tanto para indivíduos neurodivergentes quanto neurotípicos, bem como para aqueles com deficiência visual, auditiva, física ou intelectual.

Critérios de Exclusão*

  • Pessoa com surdocegueira profunda sem dispositivo assistivo.
  • Disfunções cognitivas acentuadas, que impeçam a autonomia na execução de tarefas básicas como leitura e interpretação de texto simples.

*Para estes casos indicamos o Emprego Apoiado.

Validação de Eficácia do AIA

Como parte da fase preliminar de validação, foi realizado um estudo de pré-teste com uma amostra controlada de participantes, com foco principal em indivíduos cegos. Essa validação inicial teve como objetivo avaliar a equidade e a eficácia da abordagem de avaliação cognitiva sensorial dupla do AIA (estímulos visuais e auditivos).

  • Análise de confiabilidade utilizando SPSS e R.
  • Análise fatorial confirmando a validade de construto.
  • Alfa de Cronbach superior a 0,80 para consistência interna.

A Trajetória Científica por trás do AIA

Em 2016, a autora Emmanuelle Fernandes iniciou as pesquisas voltadas à interseção entre inteligência, cognição e acessibilidade. Com formação em Psicologia e participação voluntária em pesquisas acadêmicas em neurodiversidade cognitiva, ela inspira uma trajetória dedicada à criação de instrumentos que traduzem o potencial humano em múltiplas formas de expressão intelectual. O desenvolvimento do AIA é fruto de quase uma década de investigação sobre como diferentes cérebros processam estímulos, tomam decisões e resolvem problemas — uma pesquisa que une ciência, tecnologia e inclusão para redefinir a forma como a inteligência é compreendida no século XXI.

Referenciais Teóricos

  • Cattell, R. B. (1963). Theory of Fluid and Crystallized Intelligence. Journal of Educational Psychology.
  • Fodor, J. A. (1983). Modularity of Mind. MIT Press.
  • Kolb, B., & Gibb, R. (2011). Brain Plasticity and Behavior. Canadian Journal of Experimental Psychology.
  • Pascual-Leone, A. et al. (2005). The Plastic Human Brain Cortex. Annual Review of Neuroscience.
  • Manual Técnico e de Aplicação – AIA. DiverSCInnova (2025).

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